23.4.06

Lá vem ela

Não podemos apalpá-la, apenas senti-la
Muitos procuram por ela incessantemente
A gente a encotra nos olhos de um outro alguém
Ela nos acompanha, mas fazemos questão de ignorá-la,
achando que ela pode ser muito mais.
Ela está nos nossos corações
Ela é contagiante e se expande por todos os lados e
de todas as formas

Ela é´o resultado do nosso trilhar pela vida
Afinal, quem é ela?

4.4.06

Medo


Quando era pequenina, morria de medo do escuro. Achava-o assutador. Tinha medo do bicho papão, de rato, barata, até de meu irmão. Aí o tempo foi passando... Lembro da época em que fazia natação e achava que tinha sempre um tubarão atrás de mim. Dá até pra dar risada, mas a gente não escolhe os medos que teremos durante a vida. Hoje, maiores, um pouco mais maduros, vemos o quanto ficamos amendrontados por coisas pequenas. Hoje na nossa visão, chegam a ser tolices, mas eles faziam a gente fazer xixi na cama, sair correndo sem olhar pra trás, chorar de nervoso, gritar por mamãe. O medo vai se moldando conforme vamos mudando, ou talvez nós vamos moldando o medo e, melhor ainda, superando-os. Então, esses medos que temos hoje, considero-os um pouco mais atrapalhador de obstáculos do que aqueles que tínhamos quando pequeninos. O medo de gente grande, pode nos estagnar, perder oportunidades, deixar de crescer, de viver coisas boas. O medo de gente grande não é fruto de coisas fantasiosas e oníricas, esse medo é fruto da bagagem de experiências durante a vida. Posso citar dois medos terríveis que gente grande têm: o medo de tentar e o medo de sofrer. Tantos de nós temos certas vontades que vamos empurrando com a barriga ou jogando em segundo plano e, se olharmos no fundo de nós, descobriremos que fazemos isso sem pensar, por causa desse medo de tentar e fracassar. O que significa um possível fracasso quando se tem possibilidades de viória? Os grandes heróis preferiam morrer lutando por sua classe do que passar uma vida toda sem glória. O medo de sofrer é outro terrível carma de quem carrega. Poxa, quantas oportunidades, quantos amores, quantos momentos bons deixamos passar por causa desse medo chato. Não julgo quem o tenha, porque se o tem é porque em alguma viagem sua, o colocou na mala da vida. Mas vamos tentar abrir a cabeça e o coração. Superar esse medo de sofrer não significa que deixará a precaução de lado. Ela é importante como escudo e como chão. Mas o que causa o sofrimento? Uma decepção? Uma ilusão? Uma derrota? Encaixo aí a Teoria da Relatividade, até porque a vida é relativa. Depende de cada sujeito, de cada ser, de cada subjetividade interior. Superar seus medos é ser mais você, é ser mais feliz, é ser mais completo. É ser um pouco mais...
Déa Pinto - 04.04.06