
Há um tempo atrás as lágrimas faziam questão de escorrer pelo meu rosto. O meu mundo havia virado de cabeça pra baixo e eu não sei como não desabei, caindo no buraco negro do infinito. Mas, assim como a tristeza bateu na porta, justificada por inúmeras angústias, inquietações, desilusões, mandei-a embora. Coloquei a vassoura de cabeça pra baixo atrás da porta para expulsar a visita incoveniente. Ela se foi sem dizer quando irá voltar. Veio um novo tempo. Um tempo com mais luz, amor, compreensão e tranqüilidade. Afinal, depois da tempestade, sempre vem a calmaria. Contudo, certas inquietações e desejos não se foram junto com a tristeza. Permaneceram comigo, mas passei a lidar com eles de outra forma. Da forma em que nos tornamos fortes e decididos. Enxerguei erros e anseios que pareciam estar encobertos por uma capa de invisibilidade. Aprendi também a diferença entre expectativa e esperança. Expectativa é quando existe a probabilidade de que seu desejo não aconteça. Já esperança é quando não tem quase nenhuma possibilidade que aconteça. Descobri quando foi que tudo na minha vida mudou. Foi quando o amor, assim como a tristeza, resolveu entrar sem pedir licença. Mas, ele, eu não tive coragem de expulsar, mesmo achando que às vezes deveria. Porque ele fez eu perder meu chão, minha base segura. Ele não fez meu mundo virar de cabeça pra baixo, fez girar com toda velocidade e intensidade. Só que nesse amor, eu não podia colocar expectativas. Então meu escudo foi fincar meus pés no chão e seguir em frente. Só que ao fincar os pés no chão, ele soube como criar suas raízes. Mas uma coisa ninguém podia me pedir nem impedir: ter esperança. Porque ela é outra mal educada que entra sem pedir licença e faz questão de permanecer por muito, muito tempo. Até porque ela é a última que morre. A verdade é que um bom tempo passou e houve um trânsito intenso de sentimentos, emoções, sensações, vivências, percepções. Ontem à noite, mais uma vez tentei cometer um homicídio e matar a tal verdinha. Mas, quando acordei, ela permanecia na minha janela, mais verde e viva do que nunca, acenando pra dizer que ainda estava ali. Talvez eu não tenha escolhido a vítima certa e, talvez, a próxima vítima tenha que ser o tal amor.
2 comentários:
Lindo texto!!! :D
"Afinal, depois da tempestade, sempre vem a calmaria."
É sempre bom sabermos como lhe dar com os "problemas" e sentimentos os quais não temos controlar...
Continue sempre assim fazendo os seus textos. Adorei esse em especial... não sei o pq mas gostei :P
beijinhos :*
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Saudações Circenses
Escola Picolino de Artes do Circo
PS.: Belo Blog!!!
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