30.6.06

Raulzito no Capão



Depois de muito esperar
Enfim no Capão
São Pedro não deu trégua
Só faltou o trovão

A vila está cheia
De muita animação
O coral encantou a todos
Cantando o grande Gonzagão

O sol acorda a todos
É sinal de muita caminhada
De chinelo de couro
Na trilha enlamaçada

Um pouco de cansaço
e uma grande visão
Dificuldades com a mata fechada
E o deslumbre do Gavião

No fim, a grande recompensa
A água gelada e encantada da bela Chapada

Um pouco de morgação
O índio pede apito e um prato de feijão

Na noitada, um bom licor
De tamarindo, maracujá
De jenipapo ou pimenta
Para tudo e vamos prosear

Várias vozes e um violão
É tributo a Raulzito
em pleno Capão

Energia sintonizada
Vozes desafinadas
Novo neon, o homem
Maçã ou o que for
Pode repetir
é Raulzito com muito amor

O nome já dizia
"Para tudo"
Mas meu cunhado não parou
Gugu, seu companheiro
no chão despencou

O Laranja ia dormir
e a mulher de verdade não deixou
Era agora ou nunca
Foi a Mel que rachou

Não deu certo
Cada casal em sua barraca
o "A" e o "R" não se misturam
AA e RR cada qual em seu lugar
É verdade
Nem o alfabeto quis se misturar

Vamos nessa
que por hoje já deu
Tentei contar em versos essa história
porque ela mereceu

3 comentários:

Anônimo disse...

ahuahauahua muito bom Dea! Você contou todos os dias que passamos juntos em versos e ficou muito bom. Na parte do para tudo eu dei muita risada! Saudade daí...só nas ferias agora e olhe lá, beijão!

Ana Luisa Barral disse...

aiudhfiaisufhiashiduha
"aa" e "rr" foi óootemo

=***

Anônimo disse...

vei raul ali oh....ehaueaheuaheau....ta lindo....capao.....porra d fuder